Dia de frio, visitas de parentes e até então desleixado, pelos atos ociosos sem ter motivo ou razão, sim, faltei mais um dia sem ter motivo ou razão…
Com vergonha/sem saqueza das primas que vieram nos visitar, me abriguei na casa da minha vó até elas irem embora. Ao tempo certo chego em casa e levo uma bronca por ter trocado o cartucho colorido da impressora, sendo que eu deveria ter trocado o preto… Me achando na razão, fui e bati boca com minha mãe, achando que eu não tinha tanta culpa por ter feito de boa vontade e de que certamente, merdas acontecem.
Fui na cozinha e peguei algo para beber, quando estou voltando para meu quarto, minha mãe e minha irmã me chamam pra conversar… Achei que era os mesmos blá-blá-blás de sempre, sabe, aquele que sempre fala que seus atos são errados e sem futuro, que para ser alguém na vida é necessário ser mais responsável, mas enfim, era sim. Mas não dessa vez, eu percebi que era algo à mais, percebi que as pessoas aqui em casa estão realmente preocupadas com meu futuro, muito mais do que até mesmo eu!
Nunca me arrependi tanto em não medir palavras, ofendi demais minha família… Não me lembro muito bem das exatas palavras que falei, na hora estava de cabeça quente, sangue palpitando… Mas do pouco que me lembro, lembro de ter falado que se eu pudesse escolher, não escolheria meu irmão como irmão… Que eu nunca vou mudar… Algumas respostas infantis com perguntas. Mas enfim, as vezes me achava um tanto injustiçado aqui em casa e percebi que eles me amam, de verdade. Não é clichê e nada brega, mas quem se preocuparia com seu futuro, se não fosse alguém que te amasse? Digo, minha irmã já tem canudo de ensino superior pela federal, meu irmão cursa a federal, e minha mãe sempre me deu do bom e do melhor, eles têm a vida deles garantida, não há porquê ficarem esquentando a cabeça deles por causa de meu futuro. Magoei-os com palavras, fiz minha irmã chorar e me arrependo muito disso, mas como sou orgulhoso em assumir qualquer coisa, finalmente tentarei demonstrar ao menos no colégio com notas e presença, sendo que sempre foi a única coisa que minha mãe me pediu desde o dia em que nasci. E eu não quero dar ao Borba o prazer de me expulsar, não mesmo.
Se arrepender de algo nunca foi meu forte, mas há excessão quando se desaponta e perde a confiança de pessoas que te amam, e você também as ama. Enfim, resumindo toda essa falação… Sou um traste.